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Deu na mídia: O que está em jogo no recente corte de verbas na Educação?

 O artigo do Professor Djalma foi publicado no Jornal Independente o "Diário de Curitiba". Confira na íntegra clicando na imagem:




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Sejam bem vindos amigos... aproveitem este espaço para contribuir, de modo filosófico, com o nosso crescimento intelectual... "Torna-te aquilo que és!" Nietzsche

O que está em jogo no recente corte de verbas na Educação?

  No final de 2010, quando Antonio Djalma recebeu sua aprovação no processo seletivo para o mestrado em filosofia da UFPR, um dos mais concorridos daqueles últimos anos, sabia que sua colocação em 24º não daria expectativa de conseguir uma bolsa. Ele teria de conciliar pesquisa acadêmica e trabalho sem nenhuma ajuda de custo. No entanto, até o final de 2012, todos os outros 23 candidatos tiveram a oportunidade de fazer seu mestrado com algum tipo de subsídio. O momento e os investimentos na educação era outro. De 2016 pra cá, o que vemos é cada vez menos investimentos e mais cortes no orçamento voltado para a Educação como um todo. O mais recente, realizado pelo Governo Federal essa semana, foi classificado pelo reitor da UFPR, Ricardo Fonseca, como “Tragédia nacional”. O montante dos 14,5% equivale a um total de quase 26 milhões de reais a menos investido em pesquisa, ciência, desenvolvimento e assistência estudantil na universidade. Não foi apenas a UFPR que sofreu com isso...

O MEME DO ÓDIO VENCEU?

 Ao olharmos o cenário mundial, podemos perceber como as narrativas extremistas propagadoras da intolerância estão, infelizmente, em ebulição. Ao ligarmos a televisão, ou percorrermos nossa time line nas redes socias, literalmente vemos o mundo pegando fogo. No Brasil, não é diferente! A narrativa do ódio está inflada. Nos últimos anos parece que a sociedade brasileira se transformou da água para o vinho. O que aconteceu com aquele famoso ditado popular de que “o brasileiro é alegre, cordial e receptivo”?  Será que toda essa transformação comportamental, de um povo que era mundialmente conhecido pela sua empatia, se transformou única e exclusivamente pelos chavões: Comunista! Esquerdista! Vai para Cuba! Mito! Petralha! Bandido bom, é bandido morto! Por detrás dessas palavras ou frases de efeito, encontramos a natureza mais primitiva do humano que bate à nossa porta. O meme do ódio! E, dentro desse mesmo pacote memético emocional, há a intolerância recheada pelo puro sentimento...