No final de 2010, quando Antonio Djalma recebeu sua aprovação no processo seletivo para o mestrado em filosofia da UFPR, um dos mais concorridos daqueles últimos anos, sabia que sua colocação em 24º não daria expectativa de conseguir uma bolsa. Ele teria de conciliar pesquisa acadêmica e trabalho sem nenhuma ajuda de custo. No entanto, até o final de 2012, todos os outros 23 candidatos tiveram a oportunidade de fazer seu mestrado com algum tipo de subsídio. O momento e os investimentos na educação era outro. De 2016 pra cá, o que vemos é cada vez menos investimentos e mais cortes no orçamento voltado para a Educação como um todo. O mais recente, realizado pelo Governo Federal essa semana, foi classificado pelo reitor da UFPR, Ricardo Fonseca, como “Tragédia nacional”. O montante dos 14,5% equivale a um total de quase 26 milhões de reais a menos investido em pesquisa, ciência, desenvolvimento e assistência estudantil na universidade. Não foi apenas a UFPR que sofreu com isso...